Cifoplastia e Vertebroplastia: Tratamento de Fratura Vertebral por Osteoporose

Por Dr. Marcelo Oliveira Lamberti · CRM/GO 28.236 | RQE 15.222 ·

Fratura vertebral por osteoporose causa dor incapacitante em idosos. A cifoplastia trata com anestesia local, por agulha, com alívio imediato.

Cifoplastia e Vertebroplastia: Tratamento de Fratura Vertebral por Osteoporose

Aviso: Este conteúdo tem caráter informativo e educativo. Não substitui a consulta médica individualizada.

A cifoplastia e a vertebroplastia são procedimentos minimamente invasivos que transformam a vida de pacientes idosos com fraturas vertebrais por compressão causadas pela osteoporose. O que diferencia essas técnicas das cirurgias convencionais é a ausência de incisão: tudo é feito por uma agulha de 3 mm introduzida pela pele, sob anestesia local e sedação leve. Em Itumbiara, o Dr. Marcelo Lamberti realiza esses procedimentos rotineiramente, permitindo que pacientes de toda a região sul de Goiás recebam tratamento de ponta sem precisar se deslocar para grandes centros. O alívio da dor costuma ser imediato — no mesmo dia do procedimento.

"Pacientes com fratura vertebral por osteoporose sofrem dor incapacitante que os prende na cama por semanas. A cifoplastia é feita com anestesia local, por uma agulha, e o alívio é imediato. Literalmente no mesmo dia eles já ficam de pé."

Dr. Marcelo Lamberti

Quando é indicada?

Fraturas vertebrais por osteoporose são extremamente comuns em idosos, afetando 1 em cada 4 mulheres acima de 65 anos no Brasil. A maioria das fraturas ocorre sem trauma significativo — basta um espirro, uma queda leve ou até carregar uma sacola de compras. A cifoplastia ou vertebroplastia é indicada quando:

  • A fratura é aguda ou subaguda: idealmente tratada até 6 a 8 semanas do início da dor, quando há maior chance de restaurar a altura vertebral.
  • A dor é intensa e incapacitante: não melhora com analgésicos, repouso e bloqueio para alívio temporário após 2 a 4 semanas.
  • A fratura é confirmada por imagem: ressonância magnética é o exame mais sensível para confirmar que a fratura está ativa (edema ósseo presente).
  • Não há compressão neurológica: casos com compressão da medula ou raízes podem necessitar de cirurgia mais ampla como laminectomia ou artrodese.

O estudo FREE Trial, publicado no Lancet em 2009, demonstrou superioridade da cifoplastia sobre o tratamento conservador para alívio da dor e restauração da qualidade de vida em fraturas vertebrais por osteoporose. Para saber quando é necessária cirurgia mais ampla, leia: Quando a Cirurgia de Coluna é Realmente Necessária?

Cifoplastia vs vertebroplastia: diferenças

Embora ambas utilizem cimento ósseo (polimetilmetacrilato — PMMA) para estabilizar a vértebra fraturada, existem diferenças importantes:

  • Vertebroplastia: o cimento é injetado diretamente na vértebra fraturada sob pressão. É tecnicamente mais simples e rápida (15 a 20 minutos). Não restaura a altura vertebral perdida, mas estabiliza a fratura e alivia a dor. Custo menor.
  • Cifoplastia (kyphoplasty): antes da injeção do cimento, um balão inflável é inserido e expandido dentro da vértebra para restaurar parcialmente a altura perdida e criar uma cavidade de baixa pressão para o cimento. Reduz o risco de extravasamento de cimento. Pode corrigir parcialmente a cifose (corcunda) causada pela fratura. É o procedimento preferido pelo Dr. Marcelo Lamberti para a maioria dos casos.

A cifoplastia apresenta menores taxas de extravasamento de cimento (7% vs 41% na vertebroplastia em alguns estudos) e maior capacidade de restaurar a altura vertebral, o que pode reduzir a progressão da cifose e o risco de fraturas nos níveis adjacentes.

O procedimento passo a passo

Conhecer as etapas do procedimento ajuda a entender por que é tão bem tolerado mesmo por pacientes idosos com múltiplas comorbidades:

  • Preparo: o paciente deita de barriga para baixo. Anestesia local é feita na pele e no periósteo. Sedação leve é administrada para conforto.
  • Acesso transpedicular: sob fluoroscopia (raio-X em tempo real), uma agulha introdutora de 3 mm é posicionada pelo pedículo vertebral até o centro da vértebra fraturada.
  • Inflação do balão (cifoplastia): um balão expansível é inserido e inflado com contraste até restaurar a altura vertebral possível. O balão é então desinflado e retirado, deixando uma cavidade.
  • Injeção do cimento: PMMA de alta viscosidade é injetado lentamente sob controle fluoroscópico contínuo. A viscosidade elevada e a baixa pressão minimizam o risco de extravasamento.
  • Finalização: a agulha é retirada e um curativo simples é aplicado. Não há pontos. O procedimento dura 30 a 45 minutos por nível tratado.
"Em Itumbiara, atendo muitos pacientes idosos da região que descobrem a fratura vertebral por acaso, numa radiografia. A dor que achavam ser 'da idade' tem tratamento. Ver um paciente que chegou de cadeira de rodas sair caminhando no mesmo dia é gratificante."
Dr. Marcelo Lamberti

Recuperação

  • No mesmo dia: o paciente fica em observação por 2 a 4 horas e recebe alta hospitalar. Em casos selecionados com múltiplos níveis ou comorbidades, pode ser necessária internação de 1 noite.
  • Primeiras 24 horas: repouso relativo. É normal sentir dor leve no local da punção por 1 a 2 dias.
  • Primeira semana: retorno às atividades leves do cotidiano. Evitar carregar peso acima de 5 kg.
  • Após 4 semanas: fisioterapia para fortalecimento postural, orientações de ergonomia e exercícios preventivos.
  • Tratamento da osteoporose: fundamental iniciar ou otimizar tratamento com bifosfonados ou denosumabe para prevenir novas fraturas.

Riscos e complicações

Cifoplastia e vertebroplastia são procedimentos com perfil de segurança muito favorável:

  • Extravasamento de cimento assintomático: ocorre em 7% na cifoplastia e até 41% na vertebroplastia, mas raramente causa sintomas.
  • Extravasamento com compressão neurológica: <1% na cifoplastia realizada com técnica adequada.
  • Embolia pulmonar por cimento: rara (<0,5%), geralmente assintomática.
  • Fratura em nível adjacente: ocorre em 12% a 17% dos pacientes no primeiro ano, refletindo a progressão da osteoporose — não uma complicação do procedimento em si.
  • Infecção: <1%.

Para verificar a saúde óssea e monitorar a resposta ao tratamento, a termografia médica pode ser utilizada como complemento à densitometria óssea para avaliar a atividade inflamatória.

Prevenção de novas fraturas

Tratar a fratura atual sem cuidar da osteoporose é como reparar o telhado sem resolver o vazamento. A prevenção de novas fraturas é tão importante quanto o tratamento da atual:

  • Tratamento farmacológico da osteoporose: bifosfonados (alendronato, zoledronato), denosumabe ou teriparatida conforme avaliação do endocrinologista ou reumatologista.
  • Suplementação de cálcio e vitamina D: fundamental para todos os pacientes com osteoporose.
  • Exercícios de fortalecimento: musculação e exercícios de resistência aumentam a densidade óssea e melhoram o equilíbrio, reduzindo o risco de quedas.
  • Prevenção de quedas: adaptações domiciliares (barras no banheiro, tapetes antiderrapantes, iluminação adequada), revisão de medicamentos que causam tontura.
  • Densitometria óssea periódica: acompanhamento do tratamento da osteoporose.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o efeito da cifoplastia?

O cimento ósseo é permanente — ele não se dissolve nem se degrada. O alívio da dor da fratura tratada é definitivo na grande maioria dos casos. O risco futuro é de novas fraturas em outros níveis devido à osteoporose de base, não de recidiva no nível tratado.

Posso fazer cifoplastia se sou diabético ou cardiopata?

Sim. A cifoplastia é feita com anestesia local e sedação leve, tornando-a adequada para pacientes com múltiplas comorbidades que não tolerariam anestesia geral. O risco do procedimento é muito menor do que o risco de manter a imobilidade prolongada no leito (pneumonia, trombose, piora da osteoporose).

Quantos níveis podem ser tratados na mesma sessão?

Em geral, 1 a 3 níveis podem ser tratados na mesma sessão. O Dr. Marcelo Lamberti avalia caso a caso, considerando a duração do procedimento, a quantidade de cimento e o estado geral do paciente.

O plano de saúde cobre a cifoplastia?

A cifoplastia e a vertebroplastia têm códigos de procedimento na tabela AMB/TUSS. A cobertura depende do plano e da apólice. A equipe do consultório do Dr. Marcelo em Itumbiara orienta sobre a documentação necessária para a autorização.

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Fontes e Referências

1. Wardlaw D et al. Efficacy and Safety of Balloon Kyphoplasty: FREE Trial. Lancet, 2009;373(9668):1016-1024.

2. Klazen CA et al. Vertebroplasty vs Conservative Treatment in Acute Vertebral Compression Fractures. Lancet, 2010;376(9746):1085-1092.

3. Clark W et al. Safety and Efficacy of Vertebroplasty for Acute Painful Osteoporotic Fractures. Lancet, 2016;388(10052):1408-1416.

4. Berenson J et al. Balloon Kyphoplasty vs Non-Surgical Fracture Management for Painful Vertebral Compression Fractures in Patients with Cancer. Lancet Oncol, 2011;12(3):225-235.

5. Boonen S et al. Balloon Kyphoplasty for Osteoporotic Vertebral Fractures: 24-Month Follow-Up. J Bone Miner Res, 2011;26(7):1627-1637.

Atendimento em Itumbiara/GO

Dr. Marcelo Lamberti — Neurocirurgião. Rua João Manoel de Souza, 881, Itumbiara/GO. Tel: (64) 99297-1512.