Rizotomia por Radiofrequência: Desligando a Dor na Origem em Itumbiara
A rizotomia usa calor por radiofrequência para interromper nervos que transmitem dor crônica. Sem corte, sem internação, alívio de 6 meses a 2 anos.
Aviso: Este conteúdo tem caráter informativo e educativo. Não substitui a consulta médica individualizada.
A rizotomia por radiofrequência é um dos procedimentos mais revolucionários na medicina da dor. Utilizando calor gerado por ondas de rádio, o neurocirurgião interrompe de forma precisa e controlada a transmissão dos sinais de dor em nervos específicos da coluna — sem corte, sem internação, com o paciente voltando para casa horas depois. Em Itumbiara, o Dr. Marcelo Lamberti já realizou centenas de rizotomias, oferecendo alívio duradouro para pacientes que conviviam com dor lombar crônica ou dor cervical há meses ou anos, sem resultado com medicamentos e fisioterapia. A rizotomia é a ponte ideal entre o tratamento conservador e a cirurgia de coluna.
"A rizotomia é o procedimento que mais surpreende meus pacientes. Anos de dor controlados em 40 minutos, sem corte, sem internação. O paciente volta dirigindo para casa. É como desligar o alarme de incêndio na fonte."
Dr. Marcelo Lamberti
Como funciona?
A rizotomia é realizada em ambiente ambulatorial, com anestesia local e sedação leve. O mecanismo é elegantemente simples:
- Sob fluoroscopia (raio-X em tempo real), uma agulha especial com ponta isolada e termopar é posicionada junto ao ramo medial do nervo facetário — o nervo que transmite a dor das articulações facetárias.
- Antes da ablação, realiza-se estimulação elétrica para confirmar a posição correta: estimulação sensitiva (50 Hz) deve reproduzir a dor familiar do paciente; estimulação motora (2 Hz) não deve causar contrações musculares, confirmando que nervos motores estão protegidos.
- Anestesia local adicional é injetada ao redor do nervo-alvo.
- A ponta da agulha é aquecida a 80°C por 60 a 90 segundos, criando uma lesão térmica controlada que interrompe a condução do sinal de dor.
- O processo é repetido para cada nível e cada lado necessário.
O procedimento completo (2 a 4 níveis bilaterais) dura 30 a 60 minutos. O alívio começa gradualmente em 1 a 3 semanas e se consolida em 4 a 6 semanas.
Para quem é indicada?
A rizotomia é indicada para pacientes com dor facetária confirmada. A confirmação é feita por bloqueio diagnóstico das articulações facetárias ou dos ramos mediais — se o bloqueio com anestésico local aliviar pelo menos 80% da dor por várias horas, a rizotomia terá alta probabilidade de sucesso duradouro.
- Síndrome facetária lombar: dor lombar que piora ao se estender para trás, ao ficar de pé por longo período, alivia ao se sentar e deitar. Frequente em degeneração discal e artrose facetária.
- Síndrome facetária cervical: dor no pescoço e ombros que piora com extensão e rotação, frequentemente após chicotada (whiplash) ou artrose cervical.
- Dor sacroilíaca: dor na região da nádega que irradia para a coxa posterior. Confirmada por bloqueio da articulação sacroilíaca.
- Dor crônica pós-cirúrgica: dor residual após cirurgia de coluna bem-sucedida, de origem facetária comprovada.
A rizotomia é contraindicada em infecção ativa, coagulopatia grave, gravidez ou quando a dor é de origem discal (hérnia de disco) ou de estenose do canal — nesses casos, outras abordagens são mais adequadas, como avaliar se há indicação cirúrgica.
Tipos de radiofrequência
Existem três modalidades principais de radiofrequência utilizadas no tratamento da dor:
- Radiofrequência convencional (contínua): a técnica mais estudada e com maior evidência científica. Cria uma lesão térmica permanente a 80°C. É o padrão para dor facetária lombar e cervical. O Dr. Marcelo Lamberti utiliza essa modalidade para a maioria das rizotomias em Itumbiara.
- Radiofrequência pulsada: utiliza pulsos curtos de energia em temperaturas mais baixas (42°C), sem destruir o nervo — apenas modula a transmissão do sinal doloroso. Indicada para nervos sensitivos importantes onde a ablação térmica poderia causar déficit sensitivo indesejado.
- Radiofrequência bipolar: utiliza duas agulhas em paralelo para criar uma lesão em forma de tira, aumentando a área tratada. Útil em ramos mediais com anatomia variável ou em dor sacroilíaca.
O que esperar no dia do procedimento
- Preparo: jejum de 4 horas para líquidos claros, 6 horas para sólidos (pela sedação). Discutir com o Dr. Marcelo sobre anticoagulantes.
- Chegada: acesso venoso periférico para sedação. O paciente deita de bruços na mesa de fluoroscopia.
- Procedimento: após anestesia local, as agulhas são posicionadas sob visão fluoroscópica. Os testes de estimulação elétrica são realizados — o paciente pode sentir reprodução da dor familiar durante a estimulação sensitiva, confirmando a posição correta.
- Ablação: aquecimento de 80°C por 90 segundos por nível. O paciente pode sentir calor ou pressão leve.
- Pós-procedimento: 1 a 2 horas de observação. Alta com prescrição de analgésico leve para os primeiros dias.
- Retorno para casa: o paciente não deve dirigir no dia do procedimento (sedação). A partir do dia seguinte, atividades normais leves são permitidas.
"Em Itumbiara, já realizei centenas de rizotomias. O alívio dura de 6 meses a 2 anos, e o procedimento pode ser repetido com segurança. É a ponte entre o conservador e a cirurgia — e muitas vezes evita a cirurgia definitivamente."
Dr. Marcelo Lamberti
Resultados e duração do efeito
- Taxa de resposta: 60% a 80% dos pacientes com bloqueio diagnóstico positivo obtêm alívio significativo (acima de 50% de redução da dor).
- Início do efeito: 1 a 4 semanas (os primeiros dias podem ser mais dolorosos por inflamação local).
- Duração: 6 a 24 meses. O nervo se regenera gradualmente, e quando a dor retorna, o procedimento pode ser repetido com o mesmo resultado.
- Melhora funcional: além do alívio da dor, estudos mostram melhora significativa na capacidade de caminhar, qualidade do sono e retorno ao trabalho.
Para casos em que a rizotomia não foi suficiente ou a dor retornou rapidamente, pode-se avaliar opções mais definitivas como artrodese se houver instabilidade ou neuromodulação espinhal para dor crônica refratária.
Riscos e complicações
- Dor pós-procedimento temporária: é esperada nos primeiros 5 a 14 dias. A ablação térmica causa inflamação local que inicialmente pode piorar a dor antes de melhorar.
- Hematoma local: raro, geralmente autolimitado.
- Neurite pós-rizotomia: sensação de queimação ou formigamento na área tratada, ocorre em 5% a 10%, geralmente passageira (2 a 8 semanas).
- Infecção: <0,1% com técnica asséptica adequada.
- Déficit motor ou sensitivo permanente: extremamente raro quando os testes de estimulação elétrica são realizados corretamente antes da ablação.
Perguntas frequentes
Posso fazer a rizotomia sem ter feito bloqueio antes?
O bloqueio diagnóstico prévio é essencial para confirmar que a dor é de origem facetária. Sem o bloqueio diagnóstico positivo, a taxa de sucesso da rizotomia cai significativamente. O bloqueio facetário serve como teste preditivo do resultado da rizotomia.
A rizotomia é dolorosa?
O procedimento é realizado com anestesia local e sedação. O paciente sente pouco ou nada durante o procedimento. Nos primeiros dias após, pode haver dor no local de punção e inflamação local, controlada com analgésicos simples.
Quantas vezes posso repetir a rizotomia?
A rizotomia pode ser repetida com segurança quando o efeito diminui, geralmente a cada 6 a 18 meses. Não há limite estabelecido de repetições, desde que o bloqueio diagnóstico confirme novamente a origem facetária da dor.
A rizotomia trata hérnia de disco?
Não. A rizotomia trata especificamente a dor de origem facetária ou sacroilíaca. Para dor de hérnia de disco com compressão nervosa, outras abordagens são mais adequadas — desde bloqueios epidurais até microdiscectomia se necessário.
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Fontes e Referências
Atendimento em Itumbiara/GO
Dr. Marcelo Lamberti — Neurocirurgião. Rua João Manoel de Souza, 881, Itumbiara/GO. Tel: (64) 99297-1512.