Discectomia Cervical e Prótese de Disco: Tratamento da Hérnia Cervical em Itumbiara
A prótese de disco cervical substitui o disco doente preservando o movimento do pescoço. Saiba quando é indicada e como funciona a discectomia cervical.
Aviso: Este conteúdo tem caráter informativo e educativo. Não substitui a consulta médica individualizada.
A discectomia cervical anterior com artrodese ou prótese de disco é uma das cirurgias mais precisas e transformadoras realizadas pelo Dr. Marcelo Lamberti em Itumbiara. Quando uma hérnia de disco na coluna cervical comprime a medula espinhal ou as raízes nervosas causando dor intensa no pescoço, irradiação para o braço, dormência e formigamento nas mãos ou fraqueza muscular, a abordagem cirúrgica pela via anterior do pescoço oferece alívio imediato e duradouro. Diferente da coluna lombar — onde a microdiscectomia preserva o disco remanescente — na cirurgia cervical o disco é removido por completo e substituído por um implante: seja um cage com artrodese (fusão), seja uma prótese articulada que preserva o movimento. A escolha entre as duas opções é personalizada e depende da idade, anatomia e extensão da doença de cada paciente.
"A prótese de disco cervical preserva o movimento do pescoço, diferente da artrodese que funde as vértebras. Nem todo paciente é candidato, mas quando bem indicada, o resultado é excelente — e o paciente recupera qualidade de vida que não tinha há anos."
Dr. Marcelo Lamberti
Quando a cirurgia cervical é necessária?
A grande maioria dos casos de hérnia de disco cervical melhora com tratamento conservador: repouso relativo, analgésicos, fisioterapia e, quando necessário, bloqueio cervical guiado por imagem ou infiltração cervical para controlar a inflamação. A cirurgia é indicada nas seguintes situações:
- Falha do tratamento conservador: dor que persiste após 6 a 12 semanas de tratamento adequado, sem melhora satisfatória.
- Déficit neurológico progressivo: fraqueza crescente nos braços ou mãos, perda de destreza fina (dificuldade de abotoar roupas, escrever), reflexos exaltados.
- Mielopatia cervical: compressão da medula espinhal com alteração da marcha, instabilidade ao caminhar, alterações no controle dos esfíncteres — situação que exige cirurgia mais urgente.
- Dor radicular intensa: dor que irradia do pescoço para o braço de forma incapacitante, sem resposta aos bloqueios.
- Achados de imagem correlacionados: ressonância mostrando compressão significativa no nível que explica os sintomas do paciente.
Para entender melhor quando operar realmente vale a pena, leia o guia completo: Quando a Cirurgia de Coluna é Realmente Necessária?
Prótese vs artrodese: como escolher?
Essa é a pergunta que mais recebo de pacientes antes da cirurgia cervical. Ambas as técnicas envolvem uma incisão de 3 a 4 cm no lado do pescoço, remoção total do disco doente e descompressão da medula e das raízes nervosas. A diferença está no que substitui o disco:
- Artrodese (ACDF): o espaço é preenchido com um cage de titânio ou PEEK com enxerto ósseo e fixado com placa metálica. As duas vértebras se fundem em 3 a 6 meses. É o procedimento mais estabelecido, com décadas de resultados comprovados. Indicado para pacientes com osteoporose, instabilidade, doença facetária avançada, mais de 2 níveis acometidos ou idade avançada.
- Prótese de disco (artroplastia cervical): um implante articulado de metal e polietileno ou cerâmica substitui o disco, mantendo o movimento entre as vértebras. Estudos de 7 a 10 anos publicados na Spine mostram que a prótese pode reduzir em até 50% o risco de degeneração dos níveis adjacentes em comparação à artrodese. Indicada para pacientes mais jovens (até 55-60 anos), com boa qualidade óssea, 1 ou 2 níveis acometidos e sem instabilidade significativa.
A artrodese minimamente invasiva na região lombar segue princípios semelhantes de estabilização, mas na coluna cervical a via anterior permite acesso direto ao disco sem tocar na musculatura posterior do pescoço. Uma alternativa para casos selecionados sem comprometimento do disco é a foraminotomia cervical posterior, que descomprime o nervo sem remover o disco nem instalar implante.
Prótese de disco: modelos e tecnologia disponível
O mercado atual conta com várias gerações de próteses cervicais, todas com aprovação pela ANVISA e FDA. Os principais modelos utilizados pelo Dr. Marcelo Lamberti em Itumbiara incluem:
- Bryan Cervical Disc (Medtronic): design de núcleo único, baixo perfil, com ampla faixa de movimento em todos os planos. Um dos mais estudados, com seguimento de mais de 10 anos em estudos clínicos randomizados.
- ProDisc-C (DePuy Synthes): design de plataforma fixa com núcleo de polietileno. Aprovada pelo FDA em 2007, com estudos IDE de alta qualidade demonstrando superioridade sobre a artrodese para preservação do movimento.
- Mobi-C (Zimmer Biomet): único dispositivo aprovado pelo FDA para 2 níveis simultâneos. Design de três peças permite mobilidade multidirecional próxima à fisiológica.
- M6-C (Orthofix): prótese de última geração com núcleo viscoelástico e anéis de fibra que simulam a biomecânica do disco natural, permitindo compressão axial e movimento multiplanar.
A escolha do implante é feita com base na anatomia individual, medidas do espaço discal e preferência técnica do cirurgião. O Dr. Marcelo seleciona o dispositivo mais adequado para cada paciente após análise detalhada da ressonância e das medidas vertebrais.
O procedimento passo a passo
Conhecer as etapas da cirurgia ajuda a reduzir a ansiedade e preparar o paciente para o que esperar no dia do procedimento:
- Anestesia geral: o paciente dorme completamente. A cirurgia dura entre 60 e 120 minutos dependendo do número de níveis tratados.
- Posicionamento: o paciente deita de costas com o pescoço levemente estendido. Um pequeno afastador mantém a traqueia e o esôfago lateralizados para dar acesso à coluna.
- Incisão: 3 a 4 cm no lado do pescoço, geralmente à esquerda, seguindo a linha natural da pele. A cicatriz em 6 meses é praticamente invisível.
- Discectomia: o disco é removido por completo com fresa de alta rotação e pinças microcirúrgicas, sob ampliação de 3 a 5 vezes com lupa cirúrgica ou microscópio.
- Descompressão: osteófitos e ligamento espessado são removidos até que a medula e as raízes nervosas fiquem completamente livres, confirmado por monitorização neurofisiológica intraoperatória.
- Implante: inserção da prótese articulada ou do cage com artrodese e fixação com placa (na artrodese).
- Fechamento: a incisão é fechada em camadas com pontos absorvíveis. Não há necessidade de retirada de pontos.
"Em Itumbiara, realizo a discectomia cervical com monitorização neurofisiológica intraoperatória. O sistema alerta em tempo real se alguma estrutura nervosa está em risco. É o mesmo padrão de segurança dos melhores centros do país, disponível aqui no sul de Goiás."
Dr. Marcelo Lamberti
Recuperação e reabilitação
A recuperação da cirurgia cervical anterior é, para a surpresa de muitos pacientes, consideravelmente rápida:
- Internação: 1 dia (artrodese de 1 nível) a 2 dias (artrodese de 2+ níveis ou prótese). O paciente levanta e caminha no mesmo dia da cirurgia.
- Colar cervical: usado por 2 a 6 semanas nas artrodeses para conforto e proteção. Na prótese, geralmente dispensado após 1 a 2 semanas.
- Retorno ao trabalho: trabalhos administrativos em 2 a 4 semanas. Trabalhos físicos pesados em 6 a 8 semanas.
- Fisioterapia: iniciada em 4 a 6 semanas, com foco em mobilidade cervical, fortalecimento da musculatura paravertebral e reeducação postural.
- Fusão óssea (artrodese): confirma-se por radiografia em 3 a 6 meses. Taxa de fusão superior a 95%.
- Resultados definitivos: a grande maioria dos pacientes apresenta alívio imediato da dor que irradiava para o braço logo ao acordar da anestesia. A dormência pode demorar semanas a meses para regredir completamente.
Riscos e complicações
Como toda cirurgia, a discectomia cervical envolve riscos. A transparência sobre esses riscos é fundamental para uma decisão consciente e para que o paciente entenda a importância de escolher um cirurgião experiente:
- Disfagia (dificuldade para engolir): a complicação mais comum, ocorrendo em 5% a 10% dos casos. Geralmente transitória, melhorando em dias a semanas.
- Rouquidão transitória: irritação do nervo laríngeo recorrente, presente em 1% a 5%. Quase sempre temporária.
- Pseudoartrose: falha na fusão óssea na artrodese, mais frequente em fumantes e diabéticos. Ocorre em menos de 5% dos casos com técnica adequada.
- Migração do implante: rara com fixação adequada (<1%).
- Lesão medular ou radicular: extremamente rara com monitorização neurofisiológica (<0,5%).
- Infecção: <1%, tratada com antibióticos.
- Doença do nível adjacente: ocorre em 2,9% dos pacientes por ano após artrodese. A prótese foi desenvolvida exatamente para reduzir esse risco a longo prazo.
Perguntas frequentes
A cirurgia cervical é perigosa?
Nas mãos de um neurocirurgião experiente com monitorização neurofisiológica, a discectomia cervical anterior é uma das cirurgias de coluna mais seguras. A taxa de complicações graves é inferior a 1%. O risco de não operar um paciente com mielopatia progressiva é muito maior do que o risco cirúrgico.
Vou sentir dor no pescoço após a cirurgia?
Sim, dor leve a moderada no local da incisão e rigidez cervical são esperadas nas primeiras 1 a 2 semanas. A dor radicular que irradiava para o braço melhora em geral imediatamente após a cirurgia. A dor de garganta relacionada ao afastamento da traqueia dura 3 a 5 dias.
Posso fazer a cirurgia em Itumbiara ou preciso ir a Goiânia?
O Dr. Marcelo Lamberti realiza discectomias cervicais, artrodeses e implantes de prótese de disco em Itumbiara com a mesma tecnologia e padrão de segurança dos grandes centros. Não há necessidade de deslocamento para Goiânia ou Brasília na grande maioria dos casos.
A prótese de disco dura para sempre?
Os estudos de seguimento mais longos mostram que as próteses de disco cervical mantêm função e movimento por mais de 10 anos em mais de 85% dos pacientes. Com indicação correta e paciente adequado, a prótese é uma solução extremamente duradoura.
Posso fazer ressonância magnética com a prótese ou cage instalados?
Sim. Todos os implantes modernos usados pelo Dr. Marcelo são aprovados como seguros para ressonância (MRI-conditional ou MRI-safe). É necessário informar ao técnico de radiologia sobre o implante antes do exame.
Leia também no blog:
- Quando a Cirurgia de Coluna é Realmente Necessária? Guia do Neurocirurgião
- Foraminotomia: Liberando o Nervo Comprimido na Coluna
- Laminectomia e Laminoplastia: Descompressão do Canal Vertebral
- Dor Cervical e Dor no Pescoço: Causas e Tratamento
- Dor no Braço e Formigamento: Pode Ser Problema Cervical?
Fontes e Referências
Atendimento em Itumbiara/GO
Dr. Marcelo Lamberti — Neurocirurgião. Rua João Manoel de Souza, 881, Itumbiara/GO. Tel: (64) 99297-1512.